Desmatamento na Amazônia: um risco para novas epidemias

Desmatamento na Amazônia: um risco para novas epidemias

Pesquisadores alertam que o avanço do desmatamento e do aumento das temperaturas na Amazônia poderia culminar em até duas novas epidemias por década. Este fenômeno está sendo observado atentamente no Pará.

A relação entre a floresta e as doenças

Apesar de parecer incomum, cientistas atuam na floresta equipados com capacetes para evitar acidentes com castanhas. As armadilhas instaladas não são para caça, mas sim para pesquisa. “É o que a gente chama de mucura”, descreve Lívia Casseb, do Instituto Evandro Chagas, referindo-se a um tipo de gambá local. Essas armadilhas capturam diversos animais, como pássaros e morcegos frugívoros, além de mosquitos tanto no solo quanto no dossel das árvores.

Investigação científica no coração da floresta

Os cientistas montam um laboratório seguro no local para sedar e examinar os animais capturados em busca de vírus no sangue. “Conhecer esses vírus e compreender sua relação com os animais e humanos nos ajuda a prever futuras epidemias”, explica Casseb. Após a coleta, os animais são soltos e as amostras são levadas para análise no Instituto Evandro Chagas.

Perigos ocultos nas baixas temperaturas

No laboratório de segurança nível 3, amostras são conservadas a 80 graus negativos. Ali, já foram descobertos mais de 200 tipos de vírus, incluindo o Sabiá, associado à febre hemorrágica. Desses, 36 são reconhecidos por infectar humanos, o que torna o monitoramento vital, pois qualquer um pode desencadear uma nova pandemia.

Os mosquitos como vetores

O aquecimento global favorece a proliferação de mosquitos, que estão se reproduzindo mais rapidamente e carregam mais vírus. “Mais mosquitos infectados e uma carga viral maior levam a uma maior disseminação das doenças”, alerta Lívia Caricio, diretora do instituto.

Baseado em: G1

Foto: Reprodução/G1

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