Em face das tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, Rússia e China manifestaram total apoio ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Essa declaração de solidariedade surge em resposta ao bloqueio naval instaurado por Washington, destinado a impedir a circulação de navios petroleiros venezuelanos.
Cerco Americano no Caribe
A guarda costeira dos EUA iniciou um bloqueio no mar do Caribe, detendo navios petroleiros ligados ao regime de Maduro. Recentemente, o navio Bella 1, mesmo viajando vazio em águas internacionais, foi alvo de uma tentativa de apreensão pela guarda costeira, uma ação que foi evitada graças à fuga da embarcação.
Sanções e Obstáculos
Esse episódio é mais um na série de operações similares executadas pelos americanos nas últimas duas semanas, onde navios como o Centuries e o Skipper, carregados com milhares de barris de petróleo destinados principalmente à China, foram interceptados. Ainda assim, apesar das sanções, uma quantidade reduzida de petróleo continua a ser importada pelos americanos, como evidenciado pelo recente envio de 500 mil barris aos EUA através da Chevron, que mantém operações na Venezuela sob uma licença especial.
Apoio de Aliados Estratégicos
O apoio da Rússia e China está enfaticamente presente neste contexto. Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Rússia, reafirmou o compromisso russo de apoiar a Venezuela e criticou veementemente a apreensão de navios como uma violação do direito internacional. Paralelamente, a China, um dos maiores importadores de petróleo venezuelano, reforçou seu apoio a Caracas.
Reações Internacionais
Na Europa, a situação chamou a atenção do governo alemão, que apelou por calma e pela observância do direito internacional neste cenário tenso. Em um apelo à comunidade internacional e à ONU, Maduro solicitou a condenação das ações dos Estados Unidos, buscando trazer clareza e mobilização contra os bloqueios.
Nova Estratégia Naval Americana
No mesmo dia, o presidente Donald Trump anunciou a construção de novos navios de guerra, descritos como significativamente mais potentes, reafirmando a presença militar americana na região. Essa decisão política sublinha o desejo dos EUA de aumentar a pressão sobre a economia venezuelana e enfraquecer a administração de Maduro.
Conforme as tensões continuam, a posição de Venezuela, Rússia e China segue firme contra as sanções impostas por Washington, buscando alternativas para manter o fluxo comercial e político estável.
Fonte: G1
Foto: Reprodução/G1





