Foguete lançado no Brasil sofre acidente após falha
A Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou que um foguete comercial sul-coreano, o HANBIT-Nano, apresentou problemas técnicos e caiu após ser lançado do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, na noite de segunda-feira. O incidente ocorreu pouco tempo depois da decolagem, às 22h13.
Primeiro lançamento comercial no país
A missão, batizada de Operação Spaceward, marcou um passo significativo para o país ao realizar o primeiro lançamento comercial de um foguete. Apesar do acidente, a FAB ressaltou que todas as medidas protocolares de segurança e controle foram seguidas, assegurando que o evento decorresse de acordo com as normas internacionais do setor espacial.
Investigações em andamento
Equipes especializadas da FAB e do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas para realizar uma avaliação completa dos destroços que caíram na área da Base de Alcântara. Técnicos da empresa sul-coreana Innospace, em colaboração com a FAB, estão investigando as causas da anomalia que resultou na interrupção do voo antes do planejado.
Anomalia identificada durante a transmissão
Durante a transmissão ao vivo, uma mensagem indicando uma “anomalia” foi exibida, sinalizando o problema técnico enfrentado. O foguete atingiu a velocidade de Mach 1 e avançava em direção à órbita terrestre quando a transmissão foi interrompida. A missão teve curta duração e não era tripulada; seu objetivo era transportar equipamentos científicos para pesquisas brasileiras e indianas.
Características do HANBIT-Nano
Com 21,9 metros de altura e pesando 20 toneladas, o HANBIT-Nano tinha a capacidade de viajar a velocidades de até 30 mil km/h. Seu design permitia carregar dispositivos destinados à pesquisa, como satélites desenvolvidos em parcerias entre universidades e empresas de tecnologia.
Importância geográfica de Alcântara
O Centro de Lançamento de Alcântara, por sua localização próxima à linha do Equador, é um local estratégico para lançamentos espaciais devido ao menor consumo de combustível e menor custo operacional. Contudo, a base tem um histórico de subutilização devido a acidentes passados e questões fundiárias.
Uma nova era para o Programa Espacial Brasileiro
Apesar do acidente, a iniciativa representa um potencial avanço para o país no cenário espacial global, podendo atrair investimentos internacionais e expandir as capacidades tecnológicas do Brasil. Esta abertura de mercado se tornou viável após um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas firmado com os Estados Unidos em 2019.
Para mais informações, acesse a matéria original do G1.
Fonte: Cláudia Pontes, G1 MA
Foto: Reprodução/G1





