EUA buscam apreender petroleiro venezuelano não carregado

EUA buscam apreender petroleiro venezuelano não carregado

O governo dos Estados Unidos continua seus esforços para apreender o petroleiro Bella 1, ligado à Venezuela. No último domingo, o navio foi abordado pela Guarda Costeira dos EUA, mas ainda permanece sob controle venezuelano. A Reuters relatou na quarta-feira (24) que forças adicionais são esperadas para finalmente manter o controle do navio.

Operação em andamento

O petroleiro Bella 1, que não estava carregado de petróleo, foi inicialmente interceptado perto de Barbados e orientado a seguir para águas mais calmas devido ao mau tempo. Uma fonte da Bloomberg afirmou que o navio navegou de volta para o Atlântico e não deverá retornar à Venezuela.

Motivação para a apreensão

A apreensão dos petroleiros é uma estratégia para aumentar a pressão sobre o governo de Nicolás Maduro. A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo e sua produção tem sido alvo de sanções internacionais. Essas ações buscam limitar a capacidade de exportação do país, crítico para sua economia e estabilidade política.

Dificuldades operacionais

Durante a operação, oficiais dos EUA, sob anonimato, compartilharam com a Reuters que as forças da Guarda Costeira, baseadas no porta-aviões Gerald Ford, estavam distantes demais para realizar a operação imediatamente. A tentativa de apreensão reflete os desafios enfrentados pela Guarda Costeira em equilibrar seus recursos com as demandas do governo americano.

Aumento da pressão sobre a Venezuela

Recentemente, outros dois petroleiros foram apreendidos próximo à Venezuela como parte da estratégia do governo Trump de isolar o petróleo venezuelano. A Casa Branca instruiu suas forças a concentrar esforços na imposição de uma espécie de quarentena ao petróleo do país, uma medida que deve durar pelo menos dois meses.

Impactos econômicos globais

A Venezuela sofre para armazenar seu petróleo devido às sanções dos EUA, dificultando o comércio internacional. O petróleo venezuelano, embora pesado, é compatível com as refinarias americanas, especialmente na Costa do Golfo, o que aumenta o interesse estratégico dos EUA em controlá-lo. Caracas enfrenta uma queda em sua capacidade de exportação, o que já começou a afetar o armazenamento de petróleo do país. A China, principal compradora do petróleo venezuelano, também observa de perto os desdobramentos, antecipando impactos no mercado.

Ainda neste cenário, casos de ataques a petroleiros têm sido frequentes, parte de uma estratégia para combater o contrabando de drogas. Desde setembro, centenas de ataques resultaram em mortes, aumentando a tensão na região.

Os desdobramentos dessa situação impactam não apenas as relações entre os EUA e a Venezuela, mas também influenciam diretamente o mercado global de petróleo.

Baseado em: G1

Foto: Reprodução/G1

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