Uma investigação revelou que um esquema criminoso financiou luxos como viagens internacionais e imóveis à beira-mar com dinheiro desviado da saúde pública. O empresário Humberto Silva foi preso pela Polícia Federal sob a acusação de chefiar o esquema, responsável por desviar, ao menos, R$ 25 milhões destinados à saúde.
Detalhes do Esquema Fraudulento
Humberto Silva, juntamente com outros empresários, utilizou o Instituto Riograndense de Desenvolvimento Social Integrado (IRDESI) para desviar recursos públicos. O instituto, uma organização sem fins lucrativos, recebeu cerca de R$ 340 milhões entre 2022 e 2025, grande parte deste valor vindo da Prefeitura de Embu das Artes.
Segundo as investigações, o dinheiro foi usado para financiar uma vida de ostentação. Viagens ao exterior e luxo em imóveis foram algumas das despesas cobertas com verbas destinadas originalmente ao sistema de saúde. A esposa de Humberto, Maíne Baccin, mesmo sem exercer uma função ativa, recebia R$ 23 mil mensais.
Consequências no Sistema de Saúde
O desvio de verba impactou severamente o atendimento básico em hospitais. Em instituições administradas pelo IRDESI, faltavam medicamentos e equipamentos essenciais. Em Jaguari (RS), por exemplo, o cenário era tão crítico que a ausência de aparelhos de nebulização resultou na morte de um idoso.
Ações Legais e Defesa
A Justiça já bloqueou bens significativos relacionados ao caso, incluindo 14 imóveis, 53 veículos e uma lancha. A quantia calculada das perdas chega a R$ 25 milhões. A defesa de Humberto Silva e outros envolvidos ainda não apresentou uma resposta conclusiva, mas preza pela presunção de inocência enquanto o processo está em andamento.
Além disso, a Prefeitura de Embu das Artes declarou que, caso as acusações sejam comprovadas, a responsabilidade recai inteiramente sobre a organização social contratada e não reflete suas diretrizes.
Fontes: Baseado em Fantástico
Foto: Reprodução/TV Globo





