China critica apreensão de navios pelos EUA no Caribe

China critica apreensão de navios pelos EUA no Caribe

A China considerou, nesta segunda-feira (22), como uma “grave violação” do direito internacional a recente interceptação de navios petroleiros pelos Estados Unidos próximos à costa da Venezuela. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, que expressou a oposição do país às “sanções unilaterais e ilegais” impostas por Washington.

Ação Americana na Venezuela

Durante uma coletiva de imprensa, o porta-voz chinês defendeu o direito da Venezuela de estabelecer relações econômicas com outros países. No último domingo (21), os Estados Unidos interceptaram um navio próximo ao território venezuelano, conforme reportado por agências de notícias como Bloomberg e Reuters. Nos últimos dias, duas embarcações já haviam sido alvo de ações semelhantes.

O petroleiro envolvido, segundo a Bloomberg, navegava sob bandeira panamenha e estava indo para a Venezuela para ser carregado. Fontes indicaram que ele estava sob sanções e usando bandeira falsa, o que justificou a interceptação de acordo com um oficial americano.

Nicolás Maduro e a Resposta da Venezuela

Minutos após a notícia da última apreensão, o presidente venezuelano Nicolás Maduro reagiu em suas redes sociais, acusando os Estados Unidos de promoverem “terrorismo psicológico” e atos de “pirataria internacional”. Maduro tem reiteradamente denunciado a campanha de pressão exercida por Washington, que visa enfraquecer economicamente seu governo.

Sanções recentes, anunciadas pelo governo Trump, bloquearam petroleiros que operam sob bandeiras sancionadas entrando ou saindo da Venezuela, intensificando ainda mais as fricções entre os dois países.

Pressão Econômica e Implicações Internacionais

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, com capacidade de aproximadamente 303 bilhões de barris. No entanto, o potencial está longe de ser totalmente explorado devido a uma combinação de infraestrutura deficiente e sanções internacionais.

Os Estados Unidos, que utilizam refinarias especialmente adaptadas para o petróleo venezuelano, vêm buscando formas de sufocar a indústria petroleira local, um fator crítico para a sustentação econômica e política do governo Maduro.

Reações Globais e o Papel da China

A China, principal compradora de petróleo venezuelano, tem criticado o embargo petrolífero americano e suas repercussões no mercado global. Se essas restrições persistirem, espera-se uma pressão ascendente sobre os preços do petróleo, devido à retirada de até um milhão de barris diários do mercado global.

Nesse contexto, a China reforça sua postura diplomática, apoiando a Venezuela em meio a tensões geopolíticas exacerbadas pela política externa dos Estados Unidos.

Baseado em G1.

Foto: Reprodução/G1

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