O governo do Rio de Janeiro apresentou ao Supremo Tribunal Federal um plano abrangente de reocupação de territórios que prioriza a segurança pública. Com foco no policiamento comunitário, o projeto visa a instalação de Bases Integradas de Segurança Territorial (BIST), que funcionarão ininterruptamente para garantir tranquilidade nas áreas reconquistadas.
Implementação Inicial em Áreas Críticas
A iniciativa será inicialmente testada em comunidades como Rio das Pedras, Gardênia Azul e Muzema, áreas notoriamente afetadas por facções como a milícia, o Terceiro Comando Puro e o Comando Vermelho. Abrangendo uma população que ultrapassa 85 mil habitantes, o projeto tem potencial para beneficiar até 1,2 milhão de pessoas em regiões com constantes disputas territoriais, tornando-se essencial para a estabilização local.
Foco na Segurança Pública
O plano inclui operações conjuntas entre forças de segurança estaduais e federais, além do possível envolvimento das Forças Armadas. As BIST contarão com tecnologias avançadas para monitoramento, incluindo reconhecimento de placas de veículos irregulares. O objetivo é remover as organizações criminosas e restaurar a ordem, conforme enfatizou o secretário Victor dos Santos.
Parcerias e Investimentos Sociais
Além das ações de segurança, o plano prevê colaborações com governos municipais e federal, voltadas para educação, infraestrutura e urbanismo. Escolas serão reequipadas e transformadas em instituições de tempo integral, e serão promovidas ações sociais comunitárias para restaurar a cidadania e direitos básicos.
Desenvolvimento Econômico e Sustentabilidade
O governo planeja incentivar a economia local por meio da criação de Zonas de Incentivo ao Empreendedorismo, além de promover parcerias com empresas para fomentar o emprego local. Iniciativas incluirão também a promoção do turismo cultural e gastronômico nas comunidades.
Governança Participativa
Os esforços preveem a criação de um Gabinete Integrado de Gestão Territorial para garantir a transparência e a eficiência das ações, com a participação ativa de conselhos populares que darão voz à comunidade e possibilitarão uma gestão transparente e responsável.
O sucesso deste projeto depende da aprovação do STF, que também definirá as próximas etapas com base em critérios como população local, segurança e risco de conflitos. Comunidades como Fazenda Coqueiro e Nova Cidade estão candidatas a participarem das próximas fases, dependendo de suas necessidades e contexto específico.
Baseado em informações de: G1
Foto: Reprodução/G1





