Silvinei Vasques: a prisão no Paraguai e suas condenações

Silvinei Vasques: a prisão no Paraguai e suas condenações

O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso no Paraguai quando tentava embarcar para El Salvador. A detenção ocorreu na última sexta-feira (26) e foi confirmada pelo diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Vasques foi condenado por improbidade administrativa e por envolvimento em uma tentativa de golpe eleitoral para manter Jair Bolsonaro no cargo de presidente.

Condenação por Improbidade Administrativa

Em agosto, Silvinei Vasques foi condenado por ter usado a infraestrutura da PRF de maneira indevida durante as eleições de 2022. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) sentenciou Vasques a pagar uma multa de aproximadamente R$ 546,6 mil, impossibilitando-o de realizar contratos com o governo por quatro anos, após constatar que ele promoveu atos para favorecer a candidatura de Bolsonaro, o que configurou improbidade administrativa.

Envovimento em Trama Golpista

Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Vasques a 24 anos e seis meses de prisão. O tribunal concluiu que ele participou ativamente de ações para prejudicar o processo eleitoral em 2022, inclusive através da PRF. O envolvimento de Vasques incluiu operações no Nordeste com o intuito de desestimular o voto, e sua participação na coordenação de atividades antidemocráticas levou à suspensão de seus direitos políticos.

Prisão no Paraguai

Silvinei Vasques, que já cumpria medidas cautelares após breve prisão em 2023, foi detido no Paraguai após ter rompido sua tornozeleira eletrônica e deixado o Brasil sem autorização. Ele foi encontrado com um passaporte paraguaio que não correspondia à sua identidade. Capturado enquanto tentava deixar o país em um aeroporto local, Vasques está à disposição do Ministério Público do Paraguai e deve ser deportado para o Brasil para enfrentar suas penas.

Assim que a fuga foi detectada, alertas foram disparados nas fronteiras, e o apoio da adidância brasileira no Paraguai foi acionado. Vasques foi abordado e preso pelas autoridades locais, que já foram informadas sobre seus antecedentes criminais no Brasil.

Silvinei Vasques iniciou sua carreira na PRF em 1995 e, após anos de serviço, chegou ao posto de diretor-geral durante a administração Bolsonaro. Ele se aposentou voluntariamente em dezembro de 2022 com salários integrais. Após deixar a PRF, Vasques assumiu uma posição na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação de São José, mas se afastou do cargo em dezembro de 2025, depois de suas condenações.

A trajetória de Vasques se complicou com as recentes ações judiciais que revelam um desvio de suas funções como servidor público, culminando em uma trama que ameaça o estado de direito democrático do país.

Baseado em: G1

Foto: Reprodução/G1

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